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Bitcoin: o que explica a repentina queda de mais de 10% após quase bater máxima histórica?

Apesar do forte recuo nas últimas 24 horas, Bitcoin ainda sobe 130% no ano e especialista vê um bom momento de compra.

Após disparar cerca de 80% em apenas 40 dias e encostar em sua máxima histórica de US$ 20 mil, o Bitcoin engatou um forte movimento de queda desde o fim do dia de quarta-feira (25), perdendo mais de US$ 2.500 de valor em menos de 24 horas.

Às 12h40 (horário de Brasília) desta quinta-feira (26), a maior criptomoeda do mundo tinha queda de 10% no acumulado de 24 horas, cotada a US$ 17.173. No Brasil o movimento de queda também é forte, com o ativo recuando 10,6%, para R$ 91.493.

E o recuo é generalizado entre os principais criptoativos do mundo. O Ethereum recuava 12,9%, a US$ 516,62, enquanto o XRP (Ripple) caía 22%, para US$ 0,529703, no mesmo horário.

Das 10 maiores moedas digitais em valor de mercado, a queda do Bitcoin é a menor, sendo que o Tether segue estável por ser uma stablecoin pareada no dólar, ou seja, sua cotação não varia. Considerando todo o mercado cripto, houve uma queda de 12% no valor de mercado global, ao passo que o volume negociado saltou 26,5%.

Um dos fatores apontados por especialistas para explicar este forte recuo é a liquidação de derivativos nas corretoras. Segundo Safiri Félix, diretor da Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto), o fim de mês é momento para estes ajustes de derivativos, o que leva ao atual cenário de correção das recentes altas.

Outro ponto é a liquidação forçada de quem estava com contratos muito alavancados. Ou seja, aqueles investidores que acreditam em uma forte alta e fazem está alavancagem acreditando que irão ganhar mais. Porém, se o preço do Bitcoin não atinge o valor esperado, as corretoras forçam a liquidação do contrato.

Mesmo diante da queda de hoje, Safiri aponta que o viés positivo de longo prazo continua. Ele aponta que cerca de 70% dos bitcoins minerados no último mês foram comprados por grandes empresas como PayPal e Square.

“Estamos vendo uma mudança no perfil dos compradores sobre o que tínhamos no passado. Agora, quem está comprando [grandes empresas] tende a manter a posição no longo prazo”, explica o especialista justificando o otimismo com o futuro.

Outro fator que está pesando no humor dos investidores são notícias envolvendo a Coinbase, uma das maiores corretoras do mundo, que tem feito ajustes em suas operações para se adequar a regulações nos Estados Unidos.

E diante dessa queda repentina, Safiri que esta pode ser uma boa janela de oportunidade para quem ainda não conseguiu comprar o Bitcoin e surfar o rali recente.

Mesmo com o atual recuo, a criptomoeda acumula ganhos de 133% em 2020 até o momento em dólares. Em reais, por conta da disparada do dólar, o Bitcoin tem uma valorização ainda maior no ano: 214%.

“Abaixo de R$ 100 mil é oportunidade de compra”, conclui Safiri.





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